Ninth day – Nono dia

inglaterra bandera

On the summer holidays of 2016 we joined a group that was cycling the 737 km of the Portuguese National Road 2. During those days I never though that joining this group would result in not only a gratifying experience but also in fiendships with such great people. Exactly one year after we said goodbye to them and with anything planned, we met some of our friends again that, knowing that we were cycling past their town, so promptly welcomed us and treated us so well.

The day started in Viana do Castelo with a rain threat. In the middle of the morning and with less than 20km cycled, we heard Zé horning on his car while driving towards us, it was so good to see a familiar face! Entering the village of Ponte the Lima, known as the oldest village of the country, we saw another familiar face… this time Abel, on his poster of  campaign for president of the village; we feel very proud to know that Ponte de Lima has the possibility of having such a nice and competent leader. As true Portuguese we are, soon we were all together around the table talking and remembering all the good moments spent cycling on the National Road 2.

Not long after that, there we were cycling again. After a tough uphill of numerous kilometers and a huge downhill that made the GPS go from 9 km/h to 50 km/h we arrived to Valença, where we visited an amazing historical village inside the walls of the fortress, we met two other cyclists that we had already met earlier and we were amazed by the views over the Spanish city of Tui. When we were walking on one of the narrow streets of the village, we saw our friends Zé and Carlos, ready to take us back to Ponte de Lima where we would have dinner with the whole group again and where we would spend the night. We went straight to Zé’s house, that so kindly welcomed us this night and pampered us with so much comfort and good food, as he also knows how it feels like to cycle for loads of kilometers. We were amazed by his house made of granite and wood with a view to the village and the hills that was so relaxing. But what was more amazing was that the only houses that existed close to his house, were all from his brothers and sisters and were all connected through the gardens, just like the villages in the stories of “Astéxix”.

Dinner time, when the food choice was mostly of typical gastronomy of the area, was spent with all the group and time flew while we remembered the moments spent cycling together, told stories about each other’s adventures and made new plans to meet again. Saying goodbye, we wanted them all to come with us on this journey, but because being present is not only physical, and when we cycle we have a little bit of all those who we like, we now feel like this friends are with us along the way as well.

We always feel like just saying thank you is not enough, especially when we are treated with so much generosity and sympathy, but still, we want to say a big thank you to these men who welcomed us so kindly today and that we hope to see very soon (and if it’s cycling next to us, the better!). Sometimes we feel happy because we can see a shining aura around someone, today, we saw that aura around a group of people, and that made us feel incredibly happy!

 

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No verão de 2016 juntámo-nos a um grupo que percorria os 737 quilómetros da Estrada Nacional 2 em bicicleta. Na altura nunca pensei que juntar-me a este grupo viesse a resultar não só numa experiência tão gratificante mas também em amizades com pessoas tão geniais. Exactamente um ano depois de nos despedirmos e sem nada planeado, voltámos a encontrar alguns destes amigos que, ao saber que estávamos por perto, tão prontamente nos receberam e tão bem nos trataram.

O dia começou em Viana do Castelo com ameaça de chuva. A meio da manhã, e ainda com menos de 20 km percorridos, ouvimos a buzina do Zé que nos acenava enquanto conduzia na nossa direção, e que bom que foi ver uma cara conhecida! À entrada da vila de Ponte de Lima, conhecida como a vila mais antiga de Portugal, outra cara conhecida.. desta vez o Abel, no seu placar de campanha de candidato à Câmara; que orgulho para nós saber que Ponte de Lima tem a possibilidade de ter uma pessoa tão boa e competente na sua liderança. Como bons Portugueses que somos, não tardou que estivéssemos todos à mesa a meter a conversa em dia e a recordar os momentos passados a pedalar pela N2.

Mas não tardou e estávamos a pedalar outra vez. Depois de uma valente subida de vários quilómetros e de uma enorme descida que fez o conta quilómetros passar de 9 km/h para 50 km/h, chegámos a Valença, onde visitámos a encantadora vila histórica dentro das muralhas, reencontrámos dois ciclistas com os quais já nos havíamos cruzado antes e maravilhámo-nos com a vista para a cidade Espanhola de Tui. Quando subíamos uma das ruelas da vila, eis que vemos os nossos amigos Zé e Carlos, que estavam prontos para nos levar de volta a Ponte de Lima onde jantaríamos de novo com o grupo e onde passaríamos a noite. Fomos diretos à casa do Zé, que tão prontamente nos recebeu nesta noite e nos encheu de carinhos, pois também ele sabe o que é andar muitos quilómetros de bicicleta. Ficámos maravilhados com a casa de granito e madeira cuja vista sobre a vila e a montanha era soberba e tranquilizante, mas o mais bonito foi ver que ali naquele espaço circundante as poucas casas que se avistavam eram de todos os seus irmãos, comunicando os jardins uns com os outros, uma espécie de aldeia de “Astérix”

O jantar, onde as escolhas recaíram maioritariamente sobre a gastronomia típica da zona, foi passado na companhia de todo o grupo e onde, mais uma vez, se recordaram os momentos passados, contaram-se histórias e fizeram-se novos planos de reencontro. À despedida, a vontade de que viessem todos connosco nesta travessia era muita, mas o estar presente não é só físico, e como quando pedalamos levamos um bocadinho de todos os que nos são queridos, agora sentimos que estes amigos vêm connosco também.

Sentimos sempre que agradecer apenas é pouco, principalmente quando somos tratados com tamanha generosidade e simpatia, mas ainda assim queremos deixar um grande obrigado a estes senhores que nos acolheram tão bem hoje e que esperamos ver em breve (e se for ao nosso lado em bicicleta, melhor!). Às vezes sentimo-nos felizes porque conseguimos ver uma aura luminosa à volta de alguém, hoje vimos uma aura luminosa à volta de um grupo de pessoas, isso deixa-nos maravilhosamente felizes!

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