26th Day – 26 Dia

bandeira portugal

De Orio para Irun houve quatro grandes momentos: Os dois primeiros dizem respeito ao percurso, o terceiro diz respeito à nossa chegada ao fim do Caminho de Santiago do Norte e o último ao facto de ter-mos conhecido uma comunidade muito especial.

Metade do percurso do dia foi a arrastar o nosso veículo longo em direcção ao céu, as curvas serpenteavam a encosta, cá em baixo podíamos ver de frente, por entre o verde carregado da vegetação, os vários patamares de estrada que ainda tínhamos de trepar até que nos fosse permitido contemplar as escarpas verdes que se alastram até ao Atlântico. Quando a exigência ao esforço parece não ter fim, o corpo humano traduz-se numa máquina admirável onde o limite alimentado a adrenalina parece ser uma incógnita…no cimo a vista é grande! À esquerda, podemos ver todo o mar e de frente, lá bem em baixo, Hondarribia em ponto bem pequenino, o mesmo local onde um dia cheguei depois dos mil quilómetros da cordilheira dos Pirinéus… devoram-se uma banana, bolachas e frutos secos regados com preciosa água. A paragem para contemplar a vista traduz-se numa vertiginosa transição de altas temperaturas de corpos suados em frio áspero e cortante ao passar dos lentos seis quilómetros hora para cerca de setenta, logo que se começa a descer. O percurso da segunda metade do dia está ali todo á nossa frente, até lá é altura de diversão e o custo energético é quase nulo! Agora é só exigir que os potentes travões de disco da tandem afrouxem toda a massa antes de cada gancho de curva apertada, ora para a esquerda, ora para a direita. É a vez deles ficarem ao rubro para travar um elegante corpinho de 73kg, outro de 60kg, mais uma bicicleta de 20kg, mais um ligeiro atrelado e dois alforges somando mais 60kg…coisa pouca!

A chegada ao final do caminho de Santiago do Norte deixa-nos num atropelo de palavras, de imagens, de experiências, de emoções, de recordações! Seria paupérrimo se disséssemos apenas que entrar pela Galiza é fabuloso, que ao passar para as Astúrias parece ainda mais deslumbrante, que a Cantábria é encantadora com as suas montanhas por perto, que o País Basco é delicioso e a língua Euskara tão curiosa!…que os constantes reencontros com o mar são permanentes maravilhas, que cada localidade é tão cheia de história, que as pessoas que nos acolheram e abraçaram são uma simpatia … não, nunca seria suficiente descrever hoje tudo aqui…talvez sejam necessários muitos dias para reescrever tão boas memórias, hoje diremos apenas que fazer o caminho foi esplêndido.

Passámos ao início da tarde em Hondarribia. Ameaçava chover, por isso não parámos, no dia seguinte regressaríamos ali para seguir uma nova etapa, além disso tínhamos a recomendação de uns amigos espanhóis e de uma Italiana que conhecemos no dia anterior de que ao passar em Irun não perdêssemos a oportunidade de ficar alojados numa comunidade muito particular que aí existia. Também aqui, não temos nem o tempo nem o espaço suficiente para descrever todo o encanto e gratidão que sentimos durante o pouco tempo que passámos com aquelas pessoas. Telefonámos cerca de 45 minutos antes para reservar, e quando chegámos fomos recebidos como família próxima e tratados como tal. Respirava-se tranquilidade e foi uma experiência que tivemos pena que fosse tão curta. Vamos querer voltar a este lugar e rever estas pessoas que tão amavelmente nos acolheram, mas por agora, a aventura continua!

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inglaterra bandera

From Orio to Irun there were four big moments: The first two are related to the route we took; the third one is related to us finishing the North Way of Saint James; and the last one is related to the fact that we met a very special community.

Half of the day’s route was made by carrying our vehicle in direction to the sky, going up the hill through a winding road. From the bottom, we could see right in front of us, in between all the green vegetation, all the levels of the road that we still had to “climb” in order to contemplate from above the cliffs that would meet the ocean. When we demand too much physically, the human body becomes an admirable machine where we fuel our limits with adrenalin and it looks like there are no limits at all… from the top, the view is splendid! On the left, we can see the whole sea and in front of us, on the bottom, we can see Hondarribia, looking very small from where we are. This is the city where I arrived one day after I cycled the thousand quilometers of the Pyrenees mountain range… We quickly eat a banana, some dried fruits and biscuits and we drink some water. This small stop to admire the view is the transition between the high temperatures of our bodies cycling up the hill and the rough cold going 70 km/h down the hill. We can see our route all in front of us, and we know it is going to be a fun one because it is always going down and we don’t need to spend almost any energy. Now we just need to demand full power from the brakes of the tandem so that they loosen the all bike-us-trailer before each tight turn! It’s their time to feel the high temperatures while loosening the speed of two bodies, one with 73kg and the other with 60kg, plus a tandem with 20kg and a trailer and two saddlebags with 60kg… not much!

Arriving to the end of the Way of St James leaves us full of words, images, experiences, emotions and memories! It is not enough to say that entering Galiza is remarkable, that travelling in the Asturias is astonishing, that Cantabria is a gorgeous area with all the mountains around it, that the Basque Country is stunning and that their language is so curious…!  Constantly meeting the sea results in wonderful views, each village is full of different stories and everyone that welcomed us and with whom we contacted is so kind and polite. No, there would never be enough words to describe everything now… maybe we need a lot more days to re-write such good memories. Today, all we can say is that all the Way of St James was splendid.

We crossed Hondarribia in the afternoon. It looked like it was going to rain so we didn’t stop, we knew we would be back there to start a new stage, besides, we were advised by some friends we met the day before, two Spanish and one Italian, that if we visited Irun we shouldn’t miss the chance to stay in a very special community. Once again, we don’t have neither the time or the space to describe all the gratitude we felt during the small amount of time we spent with the people that leave there. We called 45 minutes before to make a reservation, and when we arrived we were welcomed as if we were from the family and treated as so. We were breathing tranquility and we were only sad that the experience was so short. We sure want to go back to this place and see everyone that welcomed us, but for now, the adventure must go on!

One thought on “26th Day – 26 Dia

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