42 Dia – 42nd Day

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Acordei com a luz a bater-me nos olhos, o sol já estava a brilhar.  Quando descemos as escadas já se sentia o cheiro do café quente e, ao abrir a porta da sala, já a mesa estava posta com o pequeno almoço. A proprietária da casa já nos esperava, queria que lhe contássemos as histórias que na noite anterior não teve oportunidade de ouvir. Foi uma das noites mais tranquilas no conforto de uma boa cama com lençóis de flanela mas… foi também a noite mais cara deste nosso percurso e isso não podemos permitir que se repita muitas vezes!

O início do dia nunca é fácil. Duas pessoas, uma bicicleta e muitas coisas pessoais e coletivas que têm de ser arrumadas num saco amarelo do atrelado bob, um saco vermelho, mais dois alforges, e mais umas quantas coisas que vão presas do lado de fora pelos elásticos… Por muito que nos esforcemos, gastamos sempre mais de uma hora até voltar a por as rodas no ar!

Ligámos o gps e… 2000 quilómetros, certinhos!

Hoje o nosso coração nunca precisou de alterar muito o seu ritmo porque o terreno continuava bastante plano com a paisagem muito rural e com predominância de vinhas. Mais uma vez encontrámos na natureza a proteína do dia: cogumelos frescos!

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I woke up with the sunlight on my eyes, the sun was already shining. When we went down the stairs we could feel the smell of coffee and, opening the living room’s door, we saw the table already set for breakfast. The owner of the house was already waiting for us, she wanted us to tell her all the stories she did not have the chance to hear the night before. It was one of the more relaxed nights, spent on the comfort of a nice bed but… it was also the most expensive night of the whole trip until now and we don’t want it to happen often!

The beginning of the day is never easy. Two people, one bicycle and a lot of personal and collective things that need to be packed up on a yellow bag, a red bag, two small side bags, and still some things that go on the outside of the bags secured with the elastics… Even if we try, we always spend at least one hour until we can start!

Gps on and… exactly 2000 km!

Today, our heart didn’t need to change its rate too much because the ground was still pretty flat, the landscapes around were very rural with its majority being with vineyards. Once again we found in the Nature the daily dose of protein: fresh mushrooms!

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Chegámos a Chez Thomas já com alguns quilómetros acumulados e a sentir-nos inquietos porque, no eixo pedaleiro da tandem, começava a haver uma folga preocupante. O que encontrámos foi uma pequena vila onde só existiam habitações, tudo muito deserto e nem uma pequena mercearia! Junto à Mairie da vila conhecemos a Christelle que nos tentou ajudar a encontrar um local para dormir. A sua casa, integrada num fabuloso espaço rural rodeada de carvalhos, ficava a pouco mais de 2 km e acabou por ser neste espaço tão agradável junto à sua casa que montámos a nossa tenda pela primeira vez nesta viagem.

Bastou relatarmos o problema da nossa tandem ao Pierre, marido da Christelle, e quase no mesmo instante já a estávamos a carregar para dentro do seu enorme furgon e a ir em direção a uma loja de bicicletas que conhecia. Curiosamente tinha-nos dito que era perto, mas na realidade fizemos cerca de 25 km para cada lado, e regressámos com o problema resolvido. Não só lhe ficamos muito gratos como, mais uma vez, nos interrogamos sobre estas incríveis probabilidades.

Mal chegámos partiram para uma festa de aniversário, mas a Christelle tinha-nos preparado uma boa salada, fruta, bebidas e chocolate… que bem que nos soube! A noite foi fria mas para nós muito agradável, pois dormimos muito confortáveis nos nossos quentes sacos-cama e o único som que se ouvia era de vez em quando o de algumas bolotas a cair.

Foi muito gratificante para nós merecermos a confiança desta família, uma vez que nos permitiram acampar no seu espaço quando nesse dia tiveram de se ausentar para longe dali.

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[EN] We arrived in Chez Thomas with some quilometers cycled already and feeling concerned because one of the cranks of the tandem was started to be a bit loose. What we found was a small village where we could only see houses, everything was desert, not even a small grocery shop! Next to the Mairie of the village we met Christelle that tried to help us find a place to sleep. Her house, that was in the middle of a rural space full of oak trees, was no further than 2 kms and we ended up setting out tent on that space, for the first time on this trip.

We told about the loosen crank to Pierre, Christelle’s husband, and almost on the same moment we were putting our bike inside is van and were on our way to a bike shop. Curiously, he told us it was close but in reality we cycled around 25km to each side, but we came back home with our problem fixed. We are so thankful for this and always question ourselves about these good probabilities.

After we arrived they had to leave to a birthday party but Christelle did not leave without giving us a good salad, fruit, drinks and chocolate… how good it tasted! The night was cold but very nice to us because we slept on our warm sleeping bags and the only sound we could hear was the one from the acorns falling sometimes.

It was a pleasure for us to deserve the trust of this family that let us camp on their space even though they had to leave that night.

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