[PT] Durante anos passei horas a planear esta viagem e quando o momento de partir surgiu de surpresa ainda perdi algumas noites a afinar os cerca de quatro mil quilómetros de tracks neste labirinto de fiordes, ilhas, lagos e montanhas aqui na Noruega…antes porque era a neve, agora porque ainda é inverno e alguns ferrys só começam a funcionar a partir de dia 17 de Maio e lá estou eu constantemente a alterar e planear novas rotas neste fabuloso mas emaranhado de caminhos no fim do mundo.

[EN] For years I spent hours planning this trip and when the moment to leave came up by surprise I still spent a few more nights organizing the around four thousand kilometers of tracks in this labirinth of fiords, islands, lakes and mountains that is called Norway… before because of the snow, now because it is still winter and some ferries only start on the 17th of May and there I am again changing and planning new routes heading to the “end of the world”.

 

[PT] Olhei mais uma vez para o nosso cabriolé com dó, é lama desgastante por todo lado e há muito que este nosso veículo não sabe o que é um bom banho. A chuva não despegou, mas o pior inimigo foi o vento. A Gerd Eva disse-nos com tranquilidade: “O tempo vai continuar assim, e este é um caminho longo e muito isolado, deviam voltar atrás virar à esquerda e cinquenta quilómetros depois podem apanhar o comboio para Bodo”, esta é a opção mais sensata!”

…às vezes não é fácil tomar certas decisões, mas lá estávamos nós a ver o mau tempo e quilómetros de floresta, fiordes e lagos através da janela do comboio. Um tipo Norueguês de meia idade veio ter connosco e depois de ter tentado perceber porque estávamos a ir para norte nesta altura do ano falou animado das suas viagens de bicicleta. Pouco depois de se ter afastado voltou a bater-nos no ombro e ofereceu-nos dois fartos wraps que comprou ali no bar ao lado dizendo: “Tomem, eu sei o que é viajar assim!” E afastou-se com ar de quem se sentiu bem com o gesto. Soube-nos muito bem! Um grande obrigado ao amigo desconhecido.

[EN] I looked at our vehicle again almost feeling pain, with mud that wears it out, it definitly doesn’t know what it is to be washed anymore. The rain insists in showing up but our worst enemy is the wind. Gerd Eva told us calmly “the weather is probably gonna stay like this for a while and the way is very long and isolated, you should go back, turn left and some kilometers after you can get the train to Bodo, that is the best option”.

… sometimes it is not easy to make certain decisions but we could see that the bad weather was here to stay and the next kilometers were of forest, fiords and lakes, so we decided to see it all through the train window. A norwegian guy walked in our direction and after asking why we were cycling on this time of the year he told us about his bike trips. After a while after leaving, he came back and gave us two delicious wraps that he bought on the train and said “have this, I know how it is to travel that way!” and he left. We felt happy and it tasted really good! Thank you very much to this stranger that was a friend for us.

 

 

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