[PT] Acordámos pouco antes do meio dia, estávamos finalmente prontos para partir de regresso a casa. Se antes tínhamos vindo quase sempre encostados ao mar, agora iríamos começar por um caminho quase sempre encostado à Rússia. Na hora de partir, o mau tempo já tinha chegado e foi com vento, frio e chuva que nos fizemos à estrada. E foi também assim que chegámos a um dos mais míticos e temidos túneis que todos os ciclistas têm de ultrapassar para chegar ao Cabo Norte e para partir dele. São quase sete quilómetros de túnel que vão até aos 212 metros abaixo do nível do mar e que começam com a bicicleta a acelerar rápido numa descida vertiginosa mas de espaço reduzido. Mal entramos pode-se sentir uma mudança de temperatura tão brusca que parece que estamos a entrar numa câmara frigorífica. Quando se aproximam carros ou camiões pela retaguarda, o ruído é tão forte e ensurdecedor que mais parece um avião que aterra sobre nós. Por momentos, naquele espaço apertado, sentimo-nos completamente encurralados, indefesos, minúsculos e insignificantes…há que continuar, pouco depende de nós!

Depois de ultrapassar o ponto mais baixo deste longo buraco de luz amarelada, temos de vencer com um enorme esforço uma verdadeira escalada de quase quatro quilómetros que parecem infindáveis. Sobrevivemos ao temível túnel e pudemos novamente encher os pulmões de ar fresco!! Nunca foi tão bom ver a luz e sentir a chuva que continuava a cair.

[EN] We woke up a bit before 12 am, after reaching Nordkapp we were finally ready to start our journey back home. While before we cycled almost always by the sea, now we would start cycling almost always by the border with Russia. When it was time to leave, the bad weather was already present and it was with wind, cold and rain that we got on the road. It was also with this weather that we arrived to one of the most mythical and feared tunnels for all of the cyclists that aim to arrive to Nordkapp. It is almost seven kilometers long and goes down to 212 meters under the cold sea, it starts with a long and steep way down and with little space for the bicycles when the cars drive past. As soon as we get inside, where the lighting is low, we can feel the temperature quickly changing and it feels like we are getting inside our fridge. When the cars drive past us the sound is actually really strong and scary, it even feels like a plane is coming in our direction. For a while, on that tight space, we feel stuck, defenseless, small and insignificant… but we have to keep going!

After we cross the lowest point of this long tunnel, we have to face the steep way up of almost four kilometers that seems infinite… We survived the dreaded tunnel and we could finally fill our lungs with the pure air! It never felt so good to see the daylight and to feel the rain that was still falling.

P5220136.JPGP5220137.JPG[PT] Hoje cruzámos caminho com dois outros viajantes, de Itália e do Japão, ambos em direção ao Cabo Norte. Ficamos feliz de encontrar navegantes da lua como nós, não nos sentimos tão sozinhos nas longas estradas Norueguesas.

[EN] Today we met two other travellers, from Italy and from Japan, both cycling towards North Cape. We are happy to meet moon sailors like us, we don’t feel as lonely on the long Norwegian roads.

 

 

 

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